Leitura: em ranking com 30 países, Brasil ocupa a 27ª posição

O Brasil não ocupa um lugar de destaque entre os países mais apreciadores da boa leitura. Isso não é novidade. É notável o nível decadente dos indicadores e pesquisas que medem o quanto os brasileiros consideram importante a leitura nas suas vidas. Segundo pesquisas da agência Nop World, num ranking que mede quanto tempo as pessoas leem por semana, o Brasil está em 27° num ranking de 30 países. Os brasileiros consomem menos leitura até que alguns países vizinhos.

Venezuela, por exemplo, aparece à frente do Brasil. Países como Turquia e Filipinas superam com folga nossos números de leitura. Segundo a pesquisa, no país tupiniquin a média que cada pessoa dedica à leitura de um livro é apenas 5 horas e 12 minutos por semana.

A Índia é o país que mais lê, segundo Nop World. Os indianos dedicam, em média, 10 horas e 42 minutos por semana à leitura de livros. Em seguida vem a Tailândia, onde a média é 9 horas e 24 minutos.

Outras atividades como assistir televisão e navegar na internet são apontadas como ocupações em que os brasileiros dedicam mais horas semanais.

Outro dado no mínimo curioso é que, segundo o Snel (Sindicato Nacional dos Editores de Livros), os livros de colorir estão ajudando a salvar o mercado literário do Brasil. Pasmem! Os exemplares têm movimentado milhões de reais por ano. Uma verdadeira mão amiga aos donos de editoras e livrarias.


Educar para crescer

Os dados estão diretamente ligados ao sistema de políticas públicas que é seguido há muito no país. Os brasileiros leem cada vez menos. O Brasil interesses individuais prevalecem sobre os próprios direitos civis. Prevalecem sobre o direito à boa educação. A aculturação do povo é mais interessante (e lucrativa) que a própria alfabetização.

As pessoas parecem ignorar o que as pesquisas há muito gritam nos jornais mundo afora. Não percebem que o que estão lhes roubando não é apenas o poder de questionar, mas também sua dignidade.

A falta de acesso à informação, de certa forma, marginaliza as pessoas. Marginaliza quando as convence de que não são capazes de conseguir o que almejam através da educação. Marginaliza quando atribui a elas a culpa por não terem acesso ou até mesmo incentivo aos meios que forneceriam-lhes a maior das alforrias que alguém pode ter: o conhecimento.