Cheirar livros: hábito, ritual ou complexo?

É leitor e nunca pensou em apreciar um livro novo com uma bela e caprichada cheirada? Então você está indo na contramão da maioria. Segundo enquete realizada em 2011 pela Livraria da Folha, cerca de 82% dos leitores costumam cheirar livros novos antes mesmo de começar a lê-los.

Uns chamam de mania, outros dizem que é vício, eu prefiro chamar de hábito.
A prática é bem peculiar, mas comum entre a maioria dos leitores. Cheirar livros é um ato normal e não tem nada a ver com complexos ou transtornos de qualquer natureza. Muitos cultivam o hábito desde a leitura de seus primeiros livros. Contudo, a disseminação dos meios digitais como as redes sociais, proporcionaram uma maior interação entre os leitores, que descobriram ter em comum as mesmas “estranhices”.

É importante salientar que a prática, apesar de bem peculiar, é saudável. Não causa danos à saúde (menos mal, pois o autor que vos fala também o faz).

Conceito global?

A enquete não tem o intuito de mostrar um conceito global, mas é reveladora em alguns aspectos. Nós que acompanhamos o mundo literário sabemos que num passado ainda recente havia a teoria de que, com a maior presença da tecnologia na vida das pessoas, os livros físicos ficariam obsoletos. Podendo ainda entrar extinção. Já pensou? Melhor nem cogitar isso! Hoje temos a comprovação de que era uma teoria errônea. Felizmente.

É crescente o número de livros físicos vendidos se comparados com os digitais.
Basta fazer uma breve pesquisa em algum grupo de leitores e logo serão listados inúmeros motivos que justificam a preferência da maioria. Com a ressalva de que, os livros digitais também têm ‘N’ vantagens e são de muita valia para o mundo literário.

Poucas coisas são tão prazerosas na vida quanto o barulho proporcionado pelo folhear das páginas de um livro. É terapêutico. O vento advindo do passar e repassar das páginas, sopra em nossos rostos sonhos que outrora habitavam o imaginário de alguém.

— O autor