O brasileiro lê pouco, escreve mal e assiste muita TV

Estima-se que o brasileiro lê pouco mais de 4 livros por ano, em média (fonte: Cultura Estadão). Enquanto que nos países europeus a média é de 8 a 10 livros por pessoa durante o ano. Os dados ficam ainda mais alarmantes quando falamos em escrever de forma satisfatória: cerca de 75% dos brasileiros não sabe escrever minimamente bem. Enquanto isso, assiste, por semana, até 20 horas de TV. 

As estatísticas refletem uma realidade que não apenas envergonha, como também entristece. Sabemos que a educação é uma das bases de sustentação de uma sociedade, e que sem acesso a informação um povo simplesmente não sobrevive de forma plena. Apenas existe.
Atualmente, as grandes mídias que no passado detiveram o monopólio da informação é que, de certa forma, “estabelecem comportamentos” e até o influenciam de forma significativa no pensamento de boa parte da população.

Enquanto a vulgaridade está em evidência no horário nobre, o incentivo à leitura, onde está? Encurralado, pouco acessível ou não existe. O brasileiro lê pouco,  pois não tem incentivo à leitura, e a educação atualmente respira por aparelhos já que é a falta dela é o que produz lucro. Um povo que não lê, não informa-se devidamente bem e torna-se vulnerável, podendo ser facilmente manobrado e usado para suprir interesses próprios de alguns.

A retórica é verdadeira e embora alguns digam que o acesso aos livros e à informação é facilitado, ficam as perguntas: quantos programas sociais de incentivo à leitura são divulgados na grande mídia? Em quais mídias abertas com audiência relevante há programas sobre literatura? Ora, se uma criança vir com mais frequência coisas vulgares na TV, ela estará sendo coagida a achar que aquilo é legal, e consequentemente assimilará tal coisa como verdade absoluta.

Podemos mudar?

Só o incentivo é capaz de fazer com que esses números mudem e passemos a ter não números a nível europeu, mas a nível brasileiro. O Brasil tem potencial para conseguir ser mais. Cobrar incentivo e investimentos das autoridades responsáveis, ou até mesmo fomentar a leitura no nosso meio de convívio são atos que estão ao alcance de todos e que são essenciais para a disseminação mais ampla da leitura.

E você? Já estimulou alguém a ler hoje?