Ler um livro faz de você uma pessoa melhor

Não precisa ser um sábio para concluir, nem tampouco um visionário dos mais eficientes para constatar que ler um livro nos faz ser melhores. Não melhores que as demais pessoas, mas melhores que nós mesmos. A verdadeira versão melhorada da gente.

É enquanto folheamos um livro que vêm à tona questionamentos importantes e que muitas vezes não nos dispomos a fazer. Eles propiciam um verdadeiro debate interno dentro de quem tem em si a sábia inquietude de querer aprender mais. Despertam a curiosidade que, como Einstein bem dizia: (…) é mais importante que o conhecimento.

Refletir sobre o amor, sobre a morte, o sentido da vida…
É uma necessidade histórica de toda sociedade. Muitas são as dúvidas, curiosidades e questionamentos comuns desde os primórdios da vida humana. E tão importantes quanto os questionamentos, são as experiências contadas em livros desde que alguém quis, através de seus relatos, ajudar as pessoas a pensarem de forma mais inteligente.

Fazer pensar é o papel mais importante que os livros exercem na vida das pessoas.
Muitos não sabem o quão valioso é questionar. Acomodam-se na zona de conforto que é a aceitação insana da versão, muitas vezes, distorcida a respeito das várias questões sobre sua história, vida e hábitos. Ficam assim submetidos a uma limitação pessoal que acaba por torná-los pouco racionais e subservientes.

As pessoas precisam dos livros

As pessoas precisam de algo que as façam avançar intelectualmente e torne-as versões melhores de si mesmas. As pessoas precisam ser apresentadas aos livros. O mundo só funcionará de forma harmônica quando as pessoas descobrirem, através dos livros, suas reais missões enquanto cidadãos.

A cada leitura abrem-se novas portas na nossa mente. E como as peças de um quebra-cabeça, elas vão se encaixando aos poucos, e mostrando em forma de aprendizado o caminho certo a ser seguido. Só então, guiados pelo viés do aprendizado, é que podemos destacar, em seu sentido mais amplo, o que de fato é importante na vida de um povo: a educação que fomenta o conhecimento.

Leia também: 30 frases sobre livros para guardar no bolso

A difícil decisão de abandonar a leitura de um livro

O delicado dilema não muito comum, mas também não tão desconhecido na vida de um leitor: decidir se continua ou não determinada leitura. Afinal, o que leva alguém a abandonar a leitura de um livro?

Os motivos podem ser os mais diversos, pois é algo particular de cada um. Mas só um leitor sabe o quanto é difícil para ele decidir deixar de lado alguma leitura, seja ela qual for.

Muitas vezes pela temática, por achar incoerente, por não se identificar com o modo de escrita ou até por expectativas frustradas ao longo da leitura. O fato é que o motivo sempre é dos mais relevantes ou urgentes. Abandonar a leitura de um livro dói tanto quanto um soco no estômago. E não é exagero.

Preguiça?

Um leitor não abandona um livro por preguiça, falta de tempo ou desinteresse.
Muitos passam dias ou até semanas tentando decidir se continuam ou não. A pergunta que deve ser feita é: o que me acrescentará a leitura de um livro que sequer estou gostando?
Essa pergunta pode ser respondida internamente, fazendo uma análise a respeito da ideia que o livro parece querer passar até aquele momento em que foi lido.

Muitos títulos são extremamente chamativos, com capas muito atrativas e o conteúdo aparentemente bom.
À primeira vista, quando são vistos nas prateleiras proporcionam um encanto quase que instantâneo. Mas os leitores mais assíduos sabem que, na hora de escolher um livro não deve se levar em conta apenas sua linda capa e o visual externo em geral. É essencial analisar bem a sinopse e, se possível, tentar saber mais informações sobre o autor. Essas pesquisas prévias são de suma importância na hora de adquirir um novo livro.

É sabido que sempre houve e sempre haverão escritores medíocres. Muitos nada têm a passar para a sociedade, senão o seu desejo egoísta de se auto-promover. Claro que a literatura é um espaço amplo e que há lugar para todos. Mas isso não significa que qualquer um pode simplesmente achar que é escritor e tentar convencer as pessoas de que seu escrito tem algo relevante, quando na verdade tem apenas um intuito que não é o do bem coletivo.

Por fim, é recomendável que antes de pensar em abandonar a leitura de um livro, dê-se a oportunidade de ser surpreendido. Mesmo com um início massante, às vezes, é no fim das histórias que estão as melhores partes. Livros não são feitos para apenas ocupar um lugar na estante.

Leia também: Cheirar livros: hábito, ritual ou complexo?